Um pranto lento,
Deslizando em fio,
Gemidos vãos dentro do peito,
Uma saudade, um vento frio!
Foi-se o tempo de uma vida sem espinhos,
Que era como a brisa mansa,
Como o perfume de delicadas flores,
Que se abriam pelos caminhos. . .
Sob o manto azul de outro céu,
Feito um acortinado de áureos panos,
Eu sonhava entre jasmins e rosas,
Entregue à flor dos meus primeiros anos!
Que deleite saborear o leite,
Fresquinho, extraído na hora,
Ou simplesmente apreciar o gado,
Sereno, pastando lá fora!
Na olaria, gente decente,
Esmerando-se em seu ofício,
Pois produzir honestamente,
Era quase como um vício!
Do franguinho ensopado,
Que tia Marica fazia, o que dizer?
Servido com polenta cremosa,
Geralmente ao entardecer. . .
Os contos do primo Elliot,
Suas belas poesias,
Falando da musa amada,
De sonhos e fantasias!
Saudade do riachinho
De águas claras, transparente,
Onde feliz, me deliciava,
Mergulhando os meus pezinhos!
Queres voltar, meu coração, mas como?
Nem vale agora a mesma vida que era,
Não sem eles, naquela terra,
Não, sem poder ser o que fomos!
Eles se foram. . . minha mãe,
Depois meu pai, e outros. . .
Hoje nada é como antes era,
Naquele céu, naquela terra.




Autora: Irani de Gennaro
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Revised 20 May 2002.

The painting used to create this set is by Thomas Kinkade,
courtesy of the Christian Art Center.

All graphics on this page are © of Lil Kitty, 2001-2002.



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