Visitando
Verona
Verona,
na Itália, ficou famosa mundialmente graças ao
conhecido romance escrito por William Shakespeare, que conta
a trágica história de amor de dois jovens que
lá viveram por volta de 1.500, Romeu e Julieta (cujas
existências ainda não foram comprovadas). Mas o
local possui atrativos turísticos de sobra para merecer
uma visita, é uma bela cidade e suas ruas tranqüilas
convidam a uma boa caminhada.
Para quem, como eu, chegar a Verona de carro, há um amplo
estacionamento em frente à igreja de Santa Anastácia,
às margens do Rio Adige, seguindo a margem a pé
em direção ao norte logo nos deparamos com a Ponte
Pietra, o monumento mais antigo de Verona, construído
no ano 89 antes de Cristo e que servia de acesso ao teatro (atualmente
chamado de Arena de Verona) e aos templos romanos.
Seguindo pela mesma rua (Via Ponte Pietra) logo nos deparamos
com a Catedral de Santa Maria Matricolare, conhecida como o
Duomo de Verona, a maior igreja gótica da Itália.
A catedral foi construída em 1.117 no lugar de duas igrejas
que foram destruídas por um terremoto e seu interior
é no estilo romano, devido à reforma efetuada
no século XV.
Continuando na mesma direção, logo nos deparamos
com a Ponte Garibaldi, próxima a ela encontra-se a bonita
igreja de São Jorge, atravessando a ponte e seguindo
pela margem do Rio Adige nos deparamos com a Ponte Scaligero
(Ponte Scala), que dá acesso ao Castelvecchio (castelo
antigo), na outra margem do rio.
O Castelvecchio, ou Castel Vecchio, foi construído no
século XIV em um banco de areia do Rio Adige para ser
a moradia da poderosa família Scala, que governava Verona
e uma enorme área ao seu redor. Atualmente o castelo
abriga um museu que é visita obrigatória de quem
vai a Verona. Castelvecchio foi construído em um local
extremamente estratégico para a defesa da cidade, em
sua entrada sul, bem ao lado da rodovia romana, que hoje está
sob a Via Castelvecchio.
Ao lado do Castelvecchio está o Arco dei Gavi, um monumento
de mármore branco, onde se pode ver o calçamento
da antiga estrada romana. Quase em frente ao Arco dei Gavi nasce
a Via Roma, seguindo por ela nos deparamos com o monumento mais
impressionante de Verona, o Teatro Romano, atualmente chamado
de Arena de Verona.
A enorme Arena, com capacidade para trinta mil pessoas, foi
construída com pedra calcária no ano 30 antes
de cristo (antes do Coliseu) em uma área que ficava fora
das muralhas da cidade, seu anel externo foi quase totalmente
destruído no terremoto de 1.117 e sua reconstrução
ocorreu na renascença. A única parte ainda existente
do antigo anel externo é a chamada “Ala”,
através da qual se percebe que a arena era ainda mais
grandiosa do que depois de reconstruída.
Tomando
a Via Mazzini chegamos à Praça Erbe (também
chamada de Piazza delle Erbe ou Praça das Ervas), a praça
mais antiga e movimentada de Verona, local do Fórum Romano
de Verona e onde, na idade média, foi instalado um mercado
de ervas ou temperos (existente até hoje), daí
o seu nome. A Praça Erbe tem um formato oval, sua arquitetura
tem origem em épocas diversas e ali são encontradas
dezenas de barraquinhas onde podem ser compradas lembranças
da cidade e produtos típicos da região, um local
muito agradável.
Para
finalizar este nosso breve passeio por Verona vamos visitar
a Casa de Julieta Capuleto, que fica na Via Cappello, a meio
quarteirão da Praça Erbe. Sua casa é identificada
por uma placa de mármore branco, que afirma que naquela
casa viveu a formosa Julieta do romance de Shakespeare. Entra-se
por uma passagem de pedra onde milhares de jovens apaixonados
deixam bilhetinhos colados nas paredes e chegamos ao pátio,
onde está a estátua de bronze de Julieta e de
onde se pode ver a trepadeira e o balcão utilizados por
Romeu para alcançar o quarto de sua amada. Muitos dizem
que isto não passa de exploração turística,
mas apaixonados de todo o mundo continuam a visitá-la.
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